Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Utopia
A vida foge por entre os dedos,
como areia fofa , que tentas agarrar.
A brisa leve, molha meu rosto,
como quem quer ficar.
Meus olhos pousam, os seus repousados.
Magia,
projeção,
simbologia,
atenção.
:e uma gélida paz me toma de assombro.
Como quem, em um baile de máscaras,
se apaixona por Pierrot.
A baila da vida, areia fofa entre os dedos.
Um vento torpe,
uma indigestão contida.
Náusea!!
Ansiedade,
humor,
letargia.
:preguiça em saber, se você ai está.
Nas tempestades em que a bonança é um desejo,
como quem contém a vida na sua utopia.
como areia fofa , que tentas agarrar.
A brisa leve, molha meu rosto,
como quem quer ficar.
Meus olhos pousam, os seus repousados.
Magia,
projeção,
simbologia,
atenção.
:e uma gélida paz me toma de assombro.
Como quem, em um baile de máscaras,
se apaixona por Pierrot.
A baila da vida, areia fofa entre os dedos.
Um vento torpe,
uma indigestão contida.
Náusea!!
Ansiedade,
humor,
letargia.
:preguiça em saber, se você ai está.
Nas tempestades em que a bonança é um desejo,
como quem contém a vida na sua utopia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Ravel
Sem asas voei.
Achei que fosse sonho,
e de repente eu o vi.
Você me vigiava!
Animus, pensei.
Sua mão pousou na minha,
levou-me para um lugar paradisíaco.
Já estive lá antes.
As flores alaranjadas falavam de amor.
As aves soltas e belas nos olhavam aos olhos
Sentia o seu pensar.
Árvores dançavam,
meu cardíaco em pétalas loteadas
girava ao som das folhas ao vento.
Você me disse que aquilo tudo era o Todo.
E que podíamos voltar lá, se quiséssemos.
Olhei seus olhos e haviam águas,
Não apenas prantos,
mas, muito mais que uma simples água.
Era uma parte de mim,
que absorvida por você,
fazia de nossas histórias únicas.
Percebi que nesse momento tudo era o Todo,
um só.
E bailando em um bolero de Ravel.
Despertei.
Achei que fosse sonho,
e de repente eu o vi.
Você me vigiava!
Animus, pensei.
Sua mão pousou na minha,
levou-me para um lugar paradisíaco.
Já estive lá antes.
As flores alaranjadas falavam de amor.
As aves soltas e belas nos olhavam aos olhos
Sentia o seu pensar.
Árvores dançavam,
meu cardíaco em pétalas loteadas
girava ao som das folhas ao vento.
Você me disse que aquilo tudo era o Todo.
E que podíamos voltar lá, se quiséssemos.
Olhei seus olhos e haviam águas,
Não apenas prantos,
mas, muito mais que uma simples água.
Era uma parte de mim,
que absorvida por você,
fazia de nossas histórias únicas.
Percebi que nesse momento tudo era o Todo,
um só.
E bailando em um bolero de Ravel.
Despertei.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Amor e Alma

Porquê se esconde atrás de uma máscara?
Porquê o escuro Eros?
Vives a voar
mas, está sem Psique.
Porquê o escuro Eros?
Amor deixe que a Alma te encontre.
Acenda à sua luz
E não ande mais sozinho.
Sem Alma o Amor não vive.
Deixe Psique lhe ver,
Afinal você já se apaixonou pela sua beleza.
Por isso a prendeu em seu castelo.
Mas, Psique com Alma curiosa,
não ficará a sua mercê.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Salvação
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Namastê
Uma certa manhã acordei,
não lembrava do acontecido.
Só sentia saudades.
De repente fechei os olhos
e O vi a minha frente,
não nessa massa que nos encontramos
mas, no etéreo, fluídico.
senti uma brisa.
Uma paz envolveu minha alma;
o prana,
o frio do inverno.
e o meu coração deu um salto.
Respirei fundo.
postei minhas mãos,
inspirei OM,
expirei...
não lembrava do acontecido.
Só sentia saudades.
De repente fechei os olhos
e O vi a minha frente,
não nessa massa que nos encontramos
mas, no etéreo, fluídico.
senti uma brisa.
Uma paz envolveu minha alma;
o prana,
o frio do inverno.
e o meu coração deu um salto.
Respirei fundo.
postei minhas mãos,
inspirei OM,
expirei...
...Namastê.
Agora meu mundo pede licença
para comungar com o seu .
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
ESQUERDO, AQUELE LADO MESMO.
De contrário sempre estou na contra mão
Escrevo com a mão errada
Abro uma revista como um oriental.
Acabo sempre começando pelo final
Mas, isso não mais me assusta,
Pois hoje sei que sou Poeta.
Escritora dos sentimentos,
Narrados em palavras
E cada palavra coordenada,
Tenho você em minha mãos.
Consigo tirar um suspiro,
Um pensamento não realizado,
Um beijo que não foi roubado,
Uma paz no olhar.
A certeza que tudo está
Como deveria ficar.
Mas, com a imensa sensação
Que algo bom
Sempre vai por acabar.
Escrevo com a mão errada
Abro uma revista como um oriental.
Acabo sempre começando pelo final
Mas, isso não mais me assusta,
Pois hoje sei que sou Poeta.
Escritora dos sentimentos,
Narrados em palavras
E cada palavra coordenada,
Tenho você em minha mãos.
Consigo tirar um suspiro,
Um pensamento não realizado,
Um beijo que não foi roubado,
Uma paz no olhar.
A certeza que tudo está
Como deveria ficar.
Mas, com a imensa sensação
Que algo bom
Sempre vai por acabar.
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